07
dez
06

FRAUDES NO TACÓGRAFO

Fraudes apagam excesso de velocidade dos ônibus.

O Jornal Nacional exibe, nesta semana, uma série de reportagens sobre os ônibus que transitam pelas estradas brasileiras.Hoje, os repórteres Paulo Renato Soares, William Torgano e Francisco Regueira apresentam cenas de imprudência e denunciam fraudes. Eles têm pressa. Não perdem tempo nem na hora de passar o volante para outro colega seguir viagem. A troca de motoristas é feita com o ônibus em movimento. A imprudência foi registrada pela câmera de segurança instalada dentro da cabine.

Nas estradas brasileiras, a velocidade máxima para os ônibus é de 80 km/h. Em rodovias com melhores condições de segurança, como a Rodovia Castelo Branco, no interior de São Paulo, a máxima chega a 90 km/h. Mas para cumprir os horários de viagem determinados por algumas empresas, os motoristas ignoram os limites e aceleram.Os abusos não escapam dos radares. Medições foram feitas por uma empresa que fornece o equipamento para a Polícia Rodoviária Federal. O limite é de 90 km/h, mas eles passam até a 138 km/h.

O Ministério Público de São Paulo está investigando denúncias de que empresas estariam fazendo viagens em excesso de velocidade com autorização da Agência Reguladora Estadual (Artesp).(Esta investigando? Já não deveriam ter feito isto há mais tempo? Quanta incompetência).

Procurada, a Artesp não quis se pronunciar.
(Como sempre, é mais fácil calar diante de uma situação desta. Eles não tem coragem de enfrentar os proprietários das empresas de onibus).

A alta velocidade pode ter sido uma das causas do acidente que envolveu dois ônibus de uma mesma empresa no começo do ano. A companhia também está sendo investigada por fazer viagens em horários apertados para os motoristas.
No acidente, dois ônibus bateram de frente e 31 pessoas morreram no local. Segundo o laudo da polícia, um dos veículos estava a 122 km/h, onde o máximo permitido é 90 km/h.

Os peritos se basearam no tacógrafo, equipamento que registra a velocidade durante toda a viagem. As marcações ficam em um disco de papel dentro do aparelho. O problema, segundo uma empresa especializada em laudos periciais, é que nem sempre os discos chegam intactos para uma investigação. (Este país é o país das fraudes não é, eles não vão se importar, tudo acaba em pizza mesmo).

Há fraudes para tentar esconder a real velocidade em que um ônibus trafegava.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que fiscaliza o setor, o motorista não pode ter acesso à chave que abre o tacógrafo.

“Não é permitido, tanto é que cada agente de fiscalização nosso possui uma chave de tacógrafo. A Polícia Rodoviária também possui chave de tacógrafo que não pode ser rompida por motorista, sob pena de ser considerado adulteração do tacógrafo”, informa José Antônio de Azevedo, da ANTT. A associação das empresas diz que só as companhias podem operar o equipamento. “Ele é um mecanismo do controle da gestão operacional das empresas. O motorista não tem chave para abrir esse tacógrafo e alterar os discos”, conta Sérgio Augusto de Almeida da Associação das Empresas de Transporte. (O Sérgio é uma piada, 60% dos motoristas afirmama que tomam arribite e ele afirma que uma minoria é brincadeira não.)

Mas, na prática, não é o que acontece.
“Fico com a chave direto e é a empresa que me dá. A orientação é para a gente trocar o disco. Quando chegamos de uma viagem, botamos o disco novo”, confessa um motorista que não quis se identificar.

O maior fabricante de tacógrafos do país diz que as adulterações podem ser facilmente percebidas por um técnico e que, mesmo assim, empresas tentam burlar o registro das informações.

“Esse equipamento para quem trabalhar certo funciona como uma prova a favor dele no caso de um acidente. Acho que já resolveria bastante o problema se houvesse uma fiscalização mais rígida e punição para quem adultera o equipamento”, sugere o perito José Angelo Peixoto.

(Só resta uma coisa para o povo brasileito: Não viajar senão vejamos-
Avião- não decolam e ainda corremos risco de acidentes tal qual o da Gol;
Onibus – os motoristas são obrigados a fazerem várias viagens sem o devido descanso;
Carro particular – nesta modalidade nem pensar – estradas em pessimas condições, os motoristas são imprudentes etc. Só o que nos resta é passar as férias em casa, curtindo a familia. Este é o meu BRASIL o resto é brincadeira).

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